Júri

João Pedro Serôdio

João Pedro Serôdio

João Pedro Serôdio

João Pedro Alves de Guimarães Serôdio nasceu em 1963 e licenciou-se em Arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), em 1991. Ainda durante o período de formação, entre 1990 e 1991, estagiou no atelier Herzog & de Meuron, em Basileia, experiência que antecedeu o início da sua prática profissional no Porto, onde mantém, desde 1992, escritório com Isabel Furtado.

A par da prática da arquitectura, desenvolveu um percurso continuado no ensino e na participação institucional. Entre 1997 e 2002 foi assistente estagiário de Projecto IV no curso de Arquitectura da Universidade Lusíada do Porto, transitando depois para a FAUP, onde leccionou Projecto IV como assistente entre 2002 e 2014 e como professor auxiliar entre 2014 e 2025. Paralelamente, integrou, entre 2012 e 2018, a Direcção do novo curso de Arquitectura da Universidade Lusófona do Porto, instituição onde foi também professor auxiliar de Projecto V entre 2012 e 2025.

Em 2015, concluiu o doutoramento na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto com a tese Projecto e Contexto pensado na obra de Serôdio, Furtado e Associados, aprofundando uma reflexão diretamente relacionada com a sua prática projectual. Desde 2025 é Professor Associado da FAUP. É co-regente de Projecto IV, com Nuno Brandão Costa, desde 2022, e integra igualmente a opção de estudos E — Teoria e Práticas de Projecto — do Programa de Doutoramento em Arquitectura da FAUP, onde lecciona com Nuno Brandão Costa e José Miguel Rodrigues.

O seu percurso inclui ainda uma participação activa na vida profissional e institucional da arquitectura portuguesa. Foi Presidente da Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitectos no triénio 2004–2007 e, entre 2008 e 2010, Presidente do Conselho Nacional de Delegados da Ordem dos Arquitectos. A sua actividade tem-se desenvolvido, assim, num diálogo continuado entre prática profissional, ensino, investigação e intervenção institucional no campo da arquitectura.

Valeria Carullo

Valeria Carullo é Curadora de Fotografia no Royal Institute of British Architects (RIBA). A sua principal área de investigação centra-se na relação entre a fotografia moderna e a arquitetura moderna no período entre guerras. Com formação em arquitetura, dá conferências e escreve sobre temas relacionados tanto com a arquitetura como com a fotografia. Entre as suas publicações destacam-se Moholy-Nagy in Britain 1935–1937 (Lund Humphries, 2019) e a monografia recentemente publicada Richard Bryant (Lund Humphries, 2025).

Valeria Carullo foi curadora e co-curadora de diversas exposições, no Reino Unido e noutros países, entre as quais a mais recente, Wide-Angle View: architecture as social space in the Manplan series 1969–70 (RIBA Architecture Gallery, Londres, 2023–24; RIBA North Gallery One, Liverpool, 2026; e, posteriormente, numa versão revista, na sede da SR-NRT, Porto, 2026); Eternal City: Rome in the Photographs Collection of the Royal Institute of British Architects (Vittoriano, Roma, 2018); e Ordinary Beauty: the photography of Edwin Smith (RIBA Architecture Gallery, 2019).

Em 2014, foi a principal responsável pela organização do simpósio internacional de fotografia do RIBA, Building with Light. Mais recentemente, organizou o RIBA Photo Festival, o primeiro festival internacional dedicado à fotografia do ambiente construído, realizado em 2023. Valeria é também coorganizadora do ciclo anual RIBA Colin Rowe Lecture Series, dedicado a conversas e reflexões sobre o papel da imagem na arquitetura.

Paolo Rosselli

Paolo Rosselli

Paolo Rosselli

Paolo Rosselli foi introduzido à fotografia por Ugo Mulas aos 20 anos. Após concluir a licenciatura em Arquitetura, iniciou uma série de longas viagens à Índia com Arturo Schwarz. Durante essas estadias prolongadas, inicialmente dedicadas à arquitetura dos templos hindus, começou a construir retratos fotográficos de várias cidades indianas. A partir desse momento, a sua abordagem à arquitetura através da fotografia desenvolveu-se em diferentes direções: da arquitetura contemporânea na Europa e noutros contextos internacionais aos mestres da arquitetura moderna, como Giuseppe Terragni, passando ainda pela arquitetura do passado, nomeadamente a arquitetura renascentista italiana.

Paralelamente a esta atividade, desenvolveu linhas específicas de investigação sobre a paisagem urbana contemporânea e sobre os interiores domésticos, entendidos como espaços onde as pessoas deixam marcas e vestígios das suas formas de habitar. Foi convidado a participar em três edições da Bienal de Veneza: em 1993, apresentou um conjunto de trabalhos sobre sinais e mensagens encontrados nas cidades; em 2004, uma investigação sobre o espaço interior da casa; e, em 2006, um conjunto de imagens de cidades contemporâneas como Cidade do México, Xangai, Los Angeles, Istambul e Londres.

Nos livros Sandwich digitale e Scena Mobile, começou a desenvolver também uma reflexão escrita sobre a fotografia e sobre as transformações da perceção do mundo real na era digital. Em 2018, publicou com a scopio um conjunto de imagens acompanhado por uma entrevista conduzida por Pedro Gadanho. Mais recentemente, em 2025, apresentou na Triennale Milano cerca de uma centena de fotografias na exposição Mondi in Posa.